O problema dos escorpiões no estado de São Paulo segue sem trégua. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, até setembro de 2021 foram contabilizados 34.224 acidentes com escorpiões e 9 mortes. Em 2020, o total havia sido de 36.109 casos. A pequena queda pode até parecer uma boa notícia, mas está longe de indicar que a situação está sob controle. Para entender por que esses animais continuam tão presentes nas cidades paulistas, incluindo Cosmópolis e a região, é preciso olhar para alguns fatores que se somam.
- Saneamento básico vai além de água e esgoto
Quando se fala em saneamento, a maioria das pessoas pensa em água tratada e rede de esgoto. Só que a coleta de resíduos sólidos e o descarte correto de entulho também fazem parte do saneamento básico, e são justamente esses pontos que mais influenciam a presença de escorpiões. Lixo e entulho acumulados oferecem abrigo para eles e alimento para as baratas, sua presa favorita.
A edição mais recente do Panorama dos Resíduos Sólidos, publicado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), mostra o tamanho do desafio: o volume de resíduos enviado a destinos inadequados, como lixões e aterros controlados, aumentou ao longo da década, saindo de 25 milhões para cerca de 29 milhões de toneladas por ano.
- O efeito das chuvas
No verão, as chuvas se encontram com o lixo descartado de forma errada, muitas vezes em bocas de lobo e canais de escoamento. O resultado são alagamentos que trazem para a superfície os resíduos e os animais que viviam escondidos no fundo de bueiros e fossas, como baratas e escorpiões. Desalojados, eles procuram novos abrigos, e as casas e empresas próximas acabam sendo o destino.
- A ligação com outras pragas urbanas
Os escorpiões comem vários tipos de presas, mas as baratas estão no topo do cardápio. Por isso, uma das estratégias mais eficientes para mantê-los longe é cortar a fonte de alimento. A dedetização regular de casas, prédios e estabelecimentos comerciais reduz a população de baratas e torna o ambiente menos atrativo para os escorpiões.
- Um animal difícil de combater sozinho
O escorpião-amarelo, espécie mais comum nas cidades paulistas, se reproduz sem necessidade de macho, o que permite que uma única fêmea dê origem a uma nova população. Além disso, ele resiste a longos períodos sem comer e se esconde em locais de difícil acesso, como tubulações, caixas de passagem e frestas. Por isso, o controle exige um conjunto de ações: limpeza do entorno, vedação de acessos, redução das baratas e acompanhamento técnico. Aplicar inseticida comum por conta própria costuma apenas espantar o animal para outro canto da casa.
- O que cada um pode fazer
Mantenha quintais, terrenos e áreas externas sem entulho, folhas e madeira acumulados. Descarte o lixo em sacos bem fechados e nos dias de coleta, sem deixá-lo exposto na calçada por longos períodos. Instale telas em ralos e janelas e rodinhos de vedação nas portas, vede frestas em paredes e rodapés e confira calçados, roupas e toalhas antes de usar. Em condomínios, caixas de passagem, garagens e áreas comuns precisam de inspeção periódica.
Em caso de picada, procure atendimento médico imediatamente, principalmente quando a vítima for criança ou idoso.
A Detecta, rede com 35 anos de experiência, pode montar um plano de controle adequado às suas necessidades. A unidade Cosmópolis atende residências, condomínios, comércios e indústrias de Cosmópolis, Artur Nogueira, Paulínia, Holambra, Engenheiro Coelho e região.
WhatsApp: (19) 99631-0689
E-mail: contato@detectacosmopolis.com.br
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