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Formigas: os tipos mais comuns e como reconhecê-los

5 de julho de 2022Atualizado em 26 de outubro de 2026Por Equipe Detecta5 min de leitura
Capa do artigo sobre formigas: tipos mais comuns e características.

Basta esquecer um pote de açúcar aberto para que, em minutos, uma fila de formigas apareça na bancada. Como a maior parte das espécies gosta de calor, o clima brasileiro é praticamente um convite para esses insetos.

O incômodo vai além da fila na cozinha. As formigas percorrem muitos ambientes diferentes em busca de comida, de lixeiras e ralos a alimentos e utensílios, e não temos como saber por onde passaram antes de chegar ao prato. Elas se deslocam em grupo, seguindo trilhas marcadas por feromônios, o que explica por que uma única formiga logo vira um caminho inteiro.

Curiosidade: algumas aves abrem as asas sobre formigueiros para que as formigas subam nelas. A explicação mais aceita é que o ácido fórmico liberado pelas formigas ajuda as aves a se livrarem de parasitas.

Cerca de 15.000 espécies no mundo: conheça as mais comuns no Brasil

Formiga-de-fogo – (Solenopsis spp.)

Formiga-de-fogo ou lava-pés (Solenopsis spp.)

Como identificar

  • Popularmente chamada de lava-pés.
  • A cor muda conforme a espécie: amarelada, avermelhada ou em tons de marrom claro e escuro.
  • As operárias têm tamanhos variados (polimórficas).
  • Têm ferrão e injetam veneno que provoca reação alérgica no local e, em pessoas mais sensíveis, pode levar ao choque anafilático.
  • Em geral, fazem ninhos em áreas externas, às vezes com montinhos de terra solta visíveis.
  • Quando o ninho fica em área interna, é comum notar terra solta ao lado.
  • Comem de tudo (onívoras).

Formiga-carpinteira – (Camponotus spp.)

Formiga-carpinteira (Camponotus spp.)

Como identificar

  • Conhecida também como sará-sará ou sarará.
  • A coloração vai do amarelo ao preto.
  • Operárias de tamanhos diferentes (polimórficas).
  • Têm um círculo de pelos na ponta do gáster.
  • A cintura tem apenas um nó.
  • Liberam ácido fórmico e podem morder quando perturbadas.
  • A maioria tem hábito noturno, mas algumas buscam alimento de dia.
  • Fazem ninhos em madeira, árvores vivas ou mortas, troncos, tocos e frestas do piso.
  • Dentro dos imóveis, formam ninhos-satélite, sem rainha, em peças de madeira, aparelhos eletrônicos, geladeiras e fogões.
  • São onívoras.

Formiga-louca – (Paratrechina spp.)

Formiga-louca (Paratrechina spp.)

Como identificar

  • Também chamada de formiga-cuiabana.
  • Cor entre o marrom-escuro e o preto.
  • Todas as operárias têm o mesmo tamanho (monomórficas), de 3 a 4 mm.
  • Cintura com um único segmento; o escapo da antena tem o dobro da altura da cabeça.
  • Os ninhos podem estar dentro ou fora dos imóveis.
  • Formam trilhas longas e largas, com as operárias andando de forma desordenada, como se estivessem “loucas”.
  • Colônias com muitas operárias.
  • São onívoras.

Formiga-fantasma – (Tapinoma melanocephalum)

Formiga-fantasma (Tapinoma melanocephalum)

Como identificar

  • Cabeça e mesossoma mais escuros; pernas e gáster amarelados, o que dá a impressão de que o corpo some.
  • Operárias de tamanho uniforme (monomórficas), com cerca de 2 mm.
  • Colônias com várias rainhas (poligínicas), detalhe que pesa muito na hora do controle.
  • Cintura com um único segmento.
  • Fazem ninhos principalmente em áreas internas: frestas, fendas, aparelhos eletrônicos, conduítes e vasos.
  • Espalham-se pela divisão das colônias.
  • Têm preferência por alimentos doces.

Formiga-faraó – (Monomorium spp.)

Formiga-faraó (Monomorium spp.)

Como identificar

  • Cor marrom-amarelada.
  • Operárias de tamanho uniforme, com cerca de 2 mm.
  • Cintura com dois segmentos.
  • Ninhos geralmente internos: batentes de portas e janelas, aparelhos eletrônicos, conduítes e frestas.
  • Onívoras, com preferência por alimentos ricos em proteína.

Formiga-cabeçuda – (Pheidole spp.)

Formiga-cabeçuda (Pheidole spp.)

Como identificar

  • Cor geralmente entre o marrom-escuro e o claro, conforme a espécie.
  • Polimórficas: os soldados têm a cabeça bem maior que a das outras operárias.
  • Cintura com dois segmentos.
  • Os três últimos segmentos da antena são maiores que os demais.
  • Fazem ninhos dentro ou fora dos imóveis, em frestas no solo, calçadas, paredes, azulejos e aparelhos eletrônicos.

Nem toda formiga é praga

Neste blog falamos bastante das formigas que viram pragas urbanas, invadindo cozinhas ou atacando plantas do jardim, e de como controlá-las.

Mas vale lembrar que muitas espécies não são pragas, e o lugar onde elas aparecem muda totalmente a forma de lidar com a situação.

Em diversos cultivos, as formigas têm papel importante. Um grupo que sempre chamou a atenção dos pesquisadores é o das formigas-cortadeiras.

O nome pode se referir a qualquer uma das 47 espécies desses insetos mastigadores, hoje presentes em várias partes do mundo, quase sempre dos gêneros Atta e Acromyrmex. No Brasil, as do gênero Atta são as conhecidas saúvas.

As saúvas praticam uma forma de agricultura há milhares de anos, antes mesmo do surgimento do ser humano. Elas cultivam um fungo que cresce sobre as folhas cortadas de certas plantas, e por isso também são chamadas de formigas fúngicas.

Hoje, diversas pesquisas estudam as formigas como indicadores biológicos da degradação ambiental, da conservação da biodiversidade e da recuperação de ecossistemas.

Controle de formigas em Cosmópolis e região

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