A água que chega à torneira passa antes por uma estação de tratamento, onde é purificada para se tornar própria para o consumo. Mas esse cuidado pode ser perdido no último trecho do caminho: a caixa d’água. Se o reservatório não estiver em boas condições, a água tratada acaba armazenada em um ambiente que compromete a sua qualidade.
Por isso, casas, condomínios, indústrias, comércios e instituições precisam inspecionar periodicamente a estrutura dos seus reservatórios. Os problemas mais comuns vão de fissuras e rachaduras à presença de microrganismos contaminantes, passando por falhas técnicas, como uma boia desregulada. Tampas quebradas ou mal encaixadas também abrem caminho para insetos, folhas, sujeira e pequenos animais.
Limpeza por conta própria ou com empresa especializada?
Em casas térreas e sobrados, o acesso à caixa d’água costuma ser mais fácil, e há diversos guias na internet para quem prefere fazer a limpeza por conta e risco. Em linhas gerais, o roteiro envolve fechar o registro de entrada, amarrar a boia e limpar o reservatório com esponjas macias e produtos não corrosivos, como cloro e detergente.
Já os reservatórios maiores, instalados em grandes alturas ou em locais de difícil acesso, como os de prédios, condomínios e indústrias, devem ser limpos por empresas especializadas, que contam com equipamentos, técnica e segurança para o trabalho em altura e em espaços confinados.
O que diz a orientação nacional
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) orienta que a limpeza das caixas d’água seja feita a cada seis meses, com atenção especial a hospitais, condomínios, escolas e estabelecimentos comerciais, onde muitas pessoas dependem da mesma água.
As regras no estado de São Paulo
Para condomínios paulistas, incluindo os de Cosmópolis e das cidades vizinhas, a limpeza periódica não é apenas recomendada: é obrigatória. O Decreto Estadual nº 12.342, de 1978, determina que os reservatórios prediais passem por limpeza e desinfecção periódicas, conforme as orientações da autoridade sanitária.
Além disso, a Resolução Normativa nº 122/1990, do Conselho Federal de Química, exige registro no CRQ das empresas, e de suas filiais, que atuam em atividades ligadas à Química, o que inclui serviços auxiliares de higiene, limpeza e outros serviços realizados em prédios e residências. Vale conferir esse registro antes de contratar.
E em Minas Gerais?
Em Minas Gerais não existe uma lei estadual específica sobre o tema. A principal referência é a Lei Municipal nº 6673/1994, de Belo Horizonte, que exige que os reservatórios de escolas, unidades de saúde e entidades beneficentes tenham tampas adequadas e passem por limpeza e desinfecção em intervalos de, no máximo, seis meses.
Sinais de que a caixa d’água precisa de atenção
Água com cor, gosto ou cheiro diferentes, presença de partículas ou lodo, tampa danificada, vazamentos e longos períodos sem limpeza são indicativos de que é hora de agir. Mesmo sem sinais aparentes, manter a periodicidade recomendada é a forma mais segura de proteger a saúde de quem consome a água.
Depois da limpeza, mantenha a tampa sempre bem encaixada, confira periodicamente o funcionamento da boia e observe se surgem rachaduras ou vazamentos. Esses cuidados simples ajudam a preservar o resultado até a próxima higienização.
A Detecta pode cuidar disso para você. Além do controle de pragas, fazemos limpeza e higienização de caixas d’água em residências, condomínios e empresas de Cosmópolis, Paulínia, Artur Nogueira, Holambra e região, com a experiência de 35 anos da rede.
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